sábado, 27 de junho de 2026

Obsessão Coletiva

 

A obsessão coletiva é a influência persistente e organizada de espíritos inferiores sobre um grupo de pessoas ou uma sociedade. Semelhante a uma epidemia moral ou psíquica, ela ocorre quando uma coletividade sintoniza com os mesmos pensamentos e sentimentos negativos, facilitando a ação de falanges espirituais. 

Conheça as características da obsessão coletiva: 

Ação em Grupo: diferente da obsessão individual (dirigida a uma única pessoa), a obsessão coletiva envolve múltiplos espíritos agindo simultaneamente sobre várias pessoas. 

Sintonia Vibratória: Ocorre através da lei de afinidade. Quando um grupo compartilha mágoas, vícios, pessimismo ou ódio, cria-se um campo magnético que atrai espíritos com a mesma sintonia. 

Propagação Rápida: Ideias perturbadoras, fanatismos, pânico e conflitos sociais se espalham rapidamente como uma psicose em massa. 

Objetivos Maiores: Em casos mais graves, pode estar ligada a propósitos de organizações espirituais inferiores, que fomentam divisões sociais ou até mesmo conflitos bélicos para desestabilizar a humanidade. 

Um  caso histórico: 

O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, descreve esse fenômeno clássico na Revista Espírita ao analisar os Possessos de Morzine, na França, no século XIX. Na ocasião, uma série de perturbações físicas e mentais acometeu de forma contagiosa os habitantes de uma vila, caracterizando uma verdadeira epidemia moral ou geográfica. 

Como Superar? 

O Espiritismo ensina que a superação de uma obsessão coletiva exige o rompimento da sintonia com as energias inferiores. 

Isso é alcançado através de uma transformação moral, ou seja, elevação dos pensamentos, prática do bem e do perdão. 

O esforço individual é fundamental, pois a mudança positiva em cada membro do grupo enfraquece o domínio coletivo dos obsessores. 

Importante lembrar que as práticas como o estudo, a prece e o atendimento nas reuniões de desobsessão dos centros espíritas ajudam a esclarecer tanto os encarnados quanto os desencarnados. 

Para mais detalhes sobre a dinâmica das energias espirituais e a influência no comportamento social, consulte: 

Revista Espírita (1862) - o tema foi originalmente estruturado pelo Codificador Allan Kardec ao analisar os Possessos de Morzine, fato já citado. 

Kardec dedica artigos aprofundados sobre o perispírito, sobre a influência fluídica e as obsessões coletivas. O Livro dos Médiuns: O capítulo XXIII detalha os mecanismos de ação dos espíritos desencarnados sobre os encarnados. 

Obsessão/Desobsessão – Profilaxia e Terapêutica Espíritas: escrito por Suely Caldas Schubert, é um dos manuais mais respeitados no Brasil sobre as dinâmicas espirituais, incluindo orientações sobre o tratamento e a prevenção de desequilíbrios em massa.

Fraterno abraço,

Maria Nilceia

Se desejar relatar algum fato sobre Obsessão Coletiva, envie para:

maria.nilceia2@gmail.com

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Pontualidade nas Atividades Espíritas

 


Seguir os horários nas atividades do Centro Espírita é importante para que os trabalhos transcorram em harmonia e disciplina, sem interrupções ou atrapalhações que possam prejudicar o ambiente espiritual e emocional da casa.

A pontualidade demonstra respeito não apenas pela organização da instituição, mas também pelos trabalhadores encarnados e pelos Benfeitores Espirituais que se dedicam ao amparo de todos os presentes.

Os Espíritos que auxiliam nas tarefas seguem padrões de ordem, equilíbrio e responsabilidade.

Há preparação espiritual para cada atividade desenvolvida no Centro. Quando cada colaborador procura cumprir seus horários com consciência e comprometimento, contribui para que a sintonia do ambiente permaneça mais serena e favorável ao trabalho do bem.

Além disso, é importante lembrar que todos possuem compromissos no lar, responsabilidades familiares, necessidades de descanso e obrigações pessoais. O respeito aos horários permite que cada trabalhador consiga conciliar suas tarefas espirituais com seus deveres cotidianos, sem sobrecarga ou desgaste desnecessário.

A disciplina no horário não deve ser vista como rigidez excessiva, mas como expressão de consideração, fraternidade e responsabilidade coletiva. Pequenas atitudes de organização ajudam a manter a paz, o respeito mútuo e o bom andamento das atividades, favorecendo um ambiente mais acolhedor, harmonioso e espiritualmente equilibrado para todos.

Conclusão necessária: não nos atrasemos em nossos compromissos no Centro Espírita. Programação individual é fundamental. 

Com carinho,

Maria Nilceia  


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Reflexão Necessária aos Espíritas

 


De antemão, esclareço que com este texto, não desejo atacar ninguém em particular; ninguém mesmo, mas, por tudo que tenho visto, não posso deixar de me expressar em relação a alguns fatos massacrantes para os médiuns. Abaixo, três exemplos apenas: 

1-Lembro-me quando, Maira Rocha, do Centro Espírita Inácio Daniel, médium que tem psicografado com autenticidade cartas consoladoras, que livraram inúmeras mães de entrarem em profunda depressão. A partir de 2024, ela foi alvo de ataques e perseguições, as quais se estenderam até 2025, por pessoas sem a mínima noção de respeito ao próximo... e as provas da veracidade das mensagens é incontestável! Ataques totalmente desnecessários! 

2-Há vários anos, houve um articulista de um importante jornal espírita (perdoem-me não citar o nome do jornal e do articulista, pois este já desencarnou); ele, no referido jornal, atacava sem piedade, citando nomes de pessoas as quais julgava segundo seu estreito e desrespeitoso ponto de vista. Tem uma delas que, se ele um dia encontrá-la no Mundo dos Espíritos, terá que se desculpar por ter escrito tantas inverdades sobre ela! 

3-No meu caso, cheguei a ouvir uma acusação de um senhor espírita, de me valer dos Espíritos para me promover. Se Chico Xavier foi acusado por críticos maldosos, porque eu me magoaria com tão vil acusação? Nada como o tempo para defender inocentes e nada como a minha própria consciência. 

Bem, para não me estender mais, creio que esses três exemplos são suficientes para eu chegar onde desejo. Então, aqui vai meu chamamento em forma de interrogações, aos confrades espíritas, principalmente em relação aos médiuns. 

-Temos trabalhado para que o Espiritismo evolua de acordo com as atuais necessidades científicas e humanitárias, reconhecendo a inolvidável contribuição de conteúdos originados no Mundo Espiritual e transmitidos por médiuns desejosos de auxiliar a causa espírita? 

-Já que os médiuns ostensivos possuem papel decisivo no Espiritismo, o que tem sido feito por eles? São desacreditados ou são orientados? 

-Reconhecemos que, além disso, eles são fundamentais na construção da Nova Terra, pois passam aos demais além de conhecimentos essenciais, orientação e consolo aos que se perdem no caminho? 

-Que palavras saem com frequência de algumas bocas:  pureza doutrinária ou evolução doutrinária? 

-Estamos erguendo paredes intransponíveis ou estamos alargando horizontes? 

Considerando essas objetivas questões, torna-se urgente que críticos, revestidos de incredulidade quanto aos dons mediúnicos de tantos trabalhadores, comecem a acreditar mais que existem muitos médiuns autênticos trabalhando silenciosamente, sem alarde. 

Na verdade, entendo que aqueles que não têm mediunidade ostensiva, possuem dificuldade para acreditar nos médiuns, mas, nem por isso devem alimentar a atitude antifraterna de atacar insistentemente os trabalhadores. Parece-me que essa atitude se tornou uma auto-obsessão. 

Um alerta é essencial: não denegrir e sim amparar será mais de acordo com os ensinos do nosso maior mestre: Jesus. Infelizmente, enquanto uns espargem luz, outros se preocupam em apagar luzes. 

-Um recado aos médiuns: prossigam com dedicação, sem mágoas e sem desânimo. Não se intimidem ante os olhares inquisidores; todavia, faço-lhes um alerta: “Sem estudo, a mediunidade pouco pode contribuir. Estudo é o braço direito da mediunidade e do médium, que livra os trabalhadores de embustes”. 

-E, para finalizar, lembrando da estimada Maira Rocha, deixo as palavras contidas no livro Lírios de Esperança, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley de Oliveira, Editora Dufaux: existem servidores sérios e vigilantes na Seara experimentando o açoite e a calúnia de trabalhadores incautos e orgulhosos. 

Que cada um possa ajuizar sem preconceito e se permitir crescer, na amplidão do Espiritismo.

Maria Nilceia