De antemão,
esclareço que com este texto, não desejo atacar ninguém em particular; ninguém
mesmo, mas, por tudo que tenho visto, não posso deixar de me expressar em
relação a alguns fatos massacrantes para os médiuns. Abaixo, três exemplos
apenas:
1-Lembro-me
quando, Maira Rocha, do Centro Espírita Inácio Daniel, médium que tem
psicografado com autenticidade cartas consoladoras, que livraram inúmeras mães
de entrarem em profunda depressão. A partir de 2024, ela foi alvo de ataques e
perseguições, as quais se estenderam até 2025, por pessoas sem a mínima noção
de respeito ao próximo... e as provas da veracidade das mensagens é
incontestável! Ataques totalmente desnecessários!
2-Há vários anos,
houve um articulista de um importante jornal espírita (perdoem-me não citar o
nome do jornal e do articulista, pois este já desencarnou); ele, no referido
jornal, atacava sem piedade, citando nomes de pessoas as quais julgava segundo
seu estreito e desrespeitoso ponto de vista. Tem uma delas que, se ele um
dia encontrá-la no Mundo dos Espíritos, terá que se desculpar por ter escrito
tantas inverdades sobre ela!
3-No meu caso,
cheguei a ouvir uma acusação de um senhor espírita, de me valer dos Espíritos
para me promover. Se Chico Xavier foi acusado por críticos maldosos, porque eu
me magoaria com tão vil acusação? Nada como o tempo para defender inocentes e nada
como a minha própria consciência.
Bem, para não me
estender mais, creio que esses três exemplos são suficientes para eu chegar
onde desejo. Então, aqui vai meu chamamento em forma de interrogações, aos confrades
espíritas, principalmente em relação aos médiuns.
-Temos trabalhado
para que o Espiritismo evolua de acordo com as atuais necessidades
científicas e humanitárias, reconhecendo a inolvidável contribuição de
conteúdos originados no Mundo Espiritual e transmitidos por médiuns desejosos
de auxiliar a causa espírita?
-Já que os
médiuns ostensivos possuem papel decisivo no Espiritismo, o que tem sido feito
por eles? São desacreditados ou são
orientados?
-Reconhecemos
que, além disso, eles são fundamentais na construção da Nova Terra, pois passam
aos demais além de conhecimentos essenciais, orientação e consolo aos que se
perdem no caminho?
-Que palavras
saem com frequência de algumas bocas: pureza doutrinária ou evolução
doutrinária?
-Estamos erguendo
paredes intransponíveis ou estamos alargando horizontes?
Considerando
essas objetivas questões, torna-se urgente que críticos, revestidos de
incredulidade quanto aos dons mediúnicos de tantos trabalhadores, comecem a
acreditar mais que existem muitos médiuns autênticos trabalhando
silenciosamente, sem alarde.
Na verdade,
entendo que aqueles que não têm mediunidade ostensiva, possuem dificuldade para
acreditar nos médiuns, mas, nem por isso devem alimentar a atitude antifraterna
de atacar insistentemente os trabalhadores. Parece-me que essa atitude se
tornou uma auto-obsessão.
Um alerta é
essencial: não denegrir e sim amparar será mais de acordo com os ensinos do
nosso maior mestre: Jesus. Infelizmente, enquanto uns espargem luz, outros se
preocupam em apagar luzes.
-Um recado aos
médiuns: prossigam com dedicação, sem mágoas e sem desânimo. Não se intimidem
ante os olhares inquisidores; todavia, faço-lhes um alerta: “Sem estudo, a
mediunidade pouco pode contribuir. Estudo é o braço direito da mediunidade e do
médium, que livra os trabalhadores de embustes”.
-E, para
finalizar, lembrando da estimada Maira Rocha, deixo as palavras contidas no
livro Lírios de Esperança, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley de
Oliveira, Editora Dufaux: existem servidores sérios e vigilantes na Seara
experimentando o açoite e a calúnia de trabalhadores incautos e orgulhosos.
Que cada um possa
ajuizar sem preconceito e se permitir crescer, na amplidão do Espiritismo.
Maria Nilceia