quinta-feira, 24 de agosto de 2017
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
E Como Fica a Mediunidade?
Parece
impossível, mas não é. Já tive notícias de espíritas negando a ocorrência de
médiuns videntes ou audientes. Outros acusando médiuns sérios e bem
intencionados, de estarem tentando se promover, ao compartilharem com o público
os resultados de sua mediunidade. Outros ainda, recusando a veracidade de
mensagens psicografadas. E tantas outras negações têm surgido.
Interessante
notar que até mesmo os leigos estranham tais posicionamentos infundados.
Estranham as orientações recebidas dentro dos centros espíritas, ao ouvirem
pessoas ditas entendidas de espiritismo, dizerem que ninguém ouve ou vê
espíritos. Tais leigos, muitas vezes vão buscar ajuda no centro, justamente
porque veem espíritos ou ouvem-nos. Daí, se não tiverem a sorte de cruzar com
alguém que lhes oriente corretamente, os questionamentos continuarão se
efetivando. Poderiam ser tão bem conduzidos dentro da doutrina se houvesse uma
maior reflexão e uma maior fé, bem como uma maior responsabilidade por parte
daqueles que militam no Espiritismo.
Fico
a me questionar sobre os motivos das negações por parte dos confrades. Chego a
pensar que porque não veem espíritos, não os ouvem, não os incorporam e nem
psicografam, acham por bem negar. Ou numa hipótese mais compreensiva, penso que
possam estar desejando não assustar aqueles que chegam no centro buscando
ajuda.
A
verdade, todavia, é que aquele que possui mediunidade, continuará tendo-a mesmo
com as negações ouvidas. E aí, como fica a mente de quem precisa de
encaminhamento?
Convém
que se creia nos seguintes ensinamentos:
- Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os
fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades,
quantas são as espécies de manifestações. As principais são: a dos médiuns de
efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes;
a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a
dos escreventes ou psicógrafos. O LIVRO DOS MÉDIUNS, CAP. XVI
- Nos últimos dias,
diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos; os seus filhos e
as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão
sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu
Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.
ATOS DOS APÓSTOLOS 17, 18
Crer
na mediunidade alheia é preciso.
Orientar
com responsabilidade é fundamental.
Estar
a favor do Espiritismo e com Kardec é questão vital para a divulgação de tão
nobre doutrina.
Maria Nilceia
domingo, 21 de maio de 2017
Obsessores Encarnados – Dicas de Combate
Obsessores
encarnados nada mais são do que aqueles que não tiram o pensamento de sua
pessoa motivados por:
-
ciúme;
-
inveja;
-
paixão;
-
ódio;
-
revolta.
Esses
obsessores podem estar ao nosso lado na profissão, no círculo social ou em
qualquer outro local. Eis algumas dicas para você combater os obsessores
encarnados:
-
oração;
-
bondade;
-
coração manso;
-
perdão sempre;
-
não despertar a raiva de ninguém;
-
não fazer inimizades;
-
não ter proximidade com pessoas perigosas;
Assim,
minha gente, todo cuidado é pouco, pois pensamentos negativos em nós são dardos
que nos atingem caso não estejamos protegidos. Entendamos que o contrário é
verdadeiro... podemos também estar prejudicando.
Estejamos
alertas no dia a dia tanto para dar quanto para receber.
Maria Nilceia
domingo, 7 de maio de 2017
Maravilhas do Cérebro Perispiritual
A
curiosidade é inata no ser humano. Isso é bom.
Devido
a tal curiosidade é que eu, nos estudos espíritas, ao focar esclarecimentos
sobre o perispírito – nosso corpo espiritual – entrei em contato com um
ensinamento relatado por Léon Denis no livro Depois da Morte:
“É no cérebro desse
corpo espiritual que os conhecimentos se armazenam e se imprimem em linhas
fosforescentes, e é sobre essas linhas que, na reencarnação, se modela e forma
o cérebro da criança. Assim, o intelecto e o moral do Espírito, longe de se
perderem, capitalizam-se e se acrescem com as existências deste. Daí as
aptidões extraordinárias que trazem ao nascer, certos seres precoces,
particularmente favorecidos.”
Tem-se
pois, a explicação das maravilhas de nossa existência. Os fatos vividos, a
aprendizagem levada a efeito em passadas reencarnações não se perdem. Então, o
mundo vai se enriquecendo sempre mais com as conquistas individuais, pois elas
beneficiam também a totalidade da população.
As
facilidades vão se manifestando em cada encarnação. É por isso que, por
exemplo, na vida atual, mesmo sem ter aprendido nada sobre costura, a
costureira, ainda na idade infantil começa a costurar com facilidade; a
jovenzinha vê-se inclinada ao desenho, fazendo dele uma arte invejável, mesmo
sem ter aprendido a desenhar; o escritor com a caneta nas mãos compõe lindos
romances com uma escrita emocionante. A variedade de aptidões manifestadas
promove admiração nos expectadores.
E
quanto mais a pessoa se aperfeiçoa em sentimentos, pensamentos e atos no
decorrer de seus estágios na Terra, mais o perispírito vai se tornando sutil.
Vamos então, paulatinamente, tendo acesso a mundos mais puros, onde as pessoas
já estão mais evoluídas, e com isso desprovidas de toda e qualquer maldade.
Conclusão:
o perispírito tem um cérebro indestrutível, ao contrário
do cérebro físico que se decompõe com a morte. Ele prossegue sempre como sede
do Espírito. Quanto melhores nos tornarmos, mais imaculados e felizes seremos.
Pensando nisso, a bondade irrestrita é o verdadeiro passaporte para a total e
gloriosa realização do ser humano.
Maria Nilceia
terça-feira, 18 de abril de 2017
Políticos – Ilustrando o Texto Com Dr. Inácio e Chico Xavier
Segundo
o relato do Dr. Inácio Ferreira, numa psicografia de Carlos Baccelli (não me
recordo o nome do livro que contém o relato), Chico, após desencarnar, passando
certa vez num local de sofrimento do plano espiritual, chega na beira de um
vale e vê lá no fundo o espírito de um político desencarnado conhecido de
Chico. O político ao olhar para cima e ver Chico na borda do vale pede para
Chico ajudá-lo e tirá-lo de lá. Chico, em sua bondade infinita, compadece-se e
diz que não pode tirá-lo de lá, mas que rogará a Jesus por ele. Diga-se que
Chico, quando encarnado, ao ser procurado pelo tal político para aconselhá-lo,
diz-lhe para não entrar no caminho da política, que não seria bom para ele.
Realmente o conselho estava certo. E agora?! É... lá também tem Lava Jato!
A corrupção levada a efeito
pelos políticos sempre me provocou questionamentos.
Não temem que a vida lhes
devolva doenças e humilhações? Não temem o futuro após a morte?
Na verdade, o Evangelho
Segundo o Espiritismo nos dá a explicação do fato de praticarem a escancarada
corrupção. No capítulo 2 lê-se: é assim que, a importância atribuída aos bens
terrestres está sempre na razão
inversa da fé na vida futura.
Aí está: possuem a crença
que devem usufruir de todo luxo e conforto possível, mesmo que à custo de
desonestidade e imoralidade, mesmo que o povo morra à míngua. Não creem que a
vida prossegue após a morte. Por isso entram nas igrejas e FINGEM UMA FÉ QUE
NÃO POSSUEM. Para eles, está tudo certo. Um dia morrerão e se não houverem se
locupletado com tudo o que os roubos lhes proporcionam, terão perdido todas as
regalias da vida. É assim que pensam.
Para
que consigam as regalias com o consentimento do povo, sem revoltas e com sucesso
nas urnas, ainda hoje vigora a política de Júlio César: Ad
populum panis et circensis. Ou seja: Para o povo, pão e circo. Dê-lhes comida e
diversão e eles nunca se rebelarão.
O provérbio taoista é
certo: Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de governar.
Que
se pense nisso, que se avalie a necessidade de instrução e que parem de se
contentar com pão e circo. A ignorância é tamanha em nosso país, que chega a doer
na alma.
Defender o Brasil sem
partidarismos é o que poderá ajudar, pois aí então ter-se-á condição de
analisar a situação com sensatez.
Mudar o Brasil deve ser a
meta dos pais e das mães. Para isso é importante fazer os filhos estudarem, não
permitindo tantas faltas às aulas.
Sobre isso, entendemos
porque os países de Primeiro Mundo são desenvolvidos: na Inglaterra, por
exemplo, os pais são processados caso permitam que seus filhos faltem da escola
sem motivo justo. As autoridades fiscalizam e punem.
Incentivar os filhos a
estudar é necessário. Valorizar professores responsáveis, estimulando os filhos
a respeitarem-nos é fundamental.
A cultura de um povo
determina seu destino. Além da cultura que se valorize a honestidade, a bondade,
a sinceridade.
A criança bem orientada de
hoje poderá ser um político incorruptível amanhã.
Se o passado do Brasil foi
obscuro, como comprova a história, é dever dos políticos atuais cuidar da
educação e saúde com responsabilidade. Caso contrário, se não vier a prisão dos
corruptos, com 100% de certeza virão as lições da grande escola que é a vida, a
devolver com juros os descasos a que submeteram o povo brasileiro.
Cuidem-se, pois a justiça
tarde mas não falha.
Assim creio e assim é.
Maria Nilceia
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Terra Prometida do Trabalhador Espírita
Segundo o livro “Terra Prometida”, Jonas, no
Mundo Espiritual, conversando com Dr. Inácio, manifesta sua omissão em relação
à própria mediunidade quando esteve encarnado. Chegou no Outro Lado com uma
lacuna em sua vida.
Mediunidade é algo que tantos desejam, mas
quando percebem que ser médium significa acima de tudo alimentar coragem,
persistência, importando valorizar o trabalho no bem, muitas vezes deixando o
conforto do lar, permitem que o animo se arrefeça. Quando enfrentam a oposição
da família, não se animam a defender seus ideais.
E pensar que exercer a mediunidade é uma
grande oportunidade de se praticar a caridade! É como dar o alimento ao coração
que chora, mostrar o caminho ao perdido em seus problemas, fortalecendo-lhe a
fé e a confiança em Deus.
Mediunidade requer estudo, reflexão, seriedade,
calma. Significa deixar a ansiedade de lado, ter a certeza de que o horário de
permanecer no Centro Espírita é fundamental. Se assim não for, o labor do
médium estará truncado. Os mentores, para poderem trabalhar, necessitam de pessoas
conscientes e pacientes, estudiosas e responsáveis.
Cabem aqui as palavras do Dr. Inácio ao
Jonas: São
muitos os que deixam de ser espíritas e médiuns por conta de si próprios,
alegando, no entanto, para eles mesmos que é por conta dos outros.
Saibamos então aproveitar as oportunidades,
pois a vida passa segundo o deslocamento dos ponteiros do relógio. É muito
triste quando alguém sabe que possui mediunidade e em vez de abraçar
amorosamente essa oportunidade, manifesta que não deseja isso para si. Que
ensejo maravilhoso está perdendo!
Médium, muitos precisam de você. Sua
faculdade, se bem trabalhada lhe presenteará com positivas intuições e muitas
outras capacidades. E assim, além de iluminar sua vida, seus dias e noites,
estará também aquecendo almas débeis e entristecidas pelas escolhas erradas que
fizeram. Não deixe a oportunidade passar.
Maria Nilceia
Informando: O
livro Terra Prometida é de autoria do espírito Dr. Inácio Ferreira, tendo como
médium Carlos A. Baccelli
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Matias e Sua Úlcera
A
dor física é, em geral, um aviso da Natureza, que procura preservar-nos dos
excessos. Léon Denis em O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
Matias tinha uma
úlcera.Quando enfrentava situações estressantes, ou quando praticava excessos
na alimentação, as consequências incomodas da úlcera aumentavam. O médico
aconselhara-o a manter equilíbrio em tudo, além de prescrever medicamentos.
Com esforço ele
passou a manter-se sereno diante das situações inesperadas e tomou cuidado com
a alimentação para que a úlcera permanecesse quietinha.
Devido às refeições
controladas, seu corpo não acumulou gorduras. O colesterol ficou dentro da
normalidade.
Ele sabia, porém, que
a úlcera continuava existindo.
Certo dia ficou
sabendo da existência de um poderoso homem capaz de curar. Todos diziam:
trata-se de uma sábio.
Matias procurou-o e
pediu que o curasse. O sábio disse que realmente poderia curar sua úlcera, mas
que ele refletisse bem se era conveniente tal cura.
Ante a resposta
afirmativa de Matias, o sábio curou-o.
Feliz com a cura, ele
passou a se alimentar excessivamente. Engordou trinta quilos. O colesterol e a
pressão viviam em alta.
Matias não teve
dúvidas, voltou a procurar o sábio e pediu sua úlcera de volta, no que foi
atendido. Novamente controlou a alimentação e evitou ficar estressado.
Ao final de algum
tempo a pressão e o colesterol estavam controlados e o peso havia diminuído.
Matias sentiu-se feliz por ter voltado às atitudes anteriores e dizia:
-Bendita seja minha
úlcera, que agora dorme quietinha e me fez retomar o equilíbrio.
Moral da história: os
problemas podem ser as soluções.
Maria
Nilceia
sábado, 19 de novembro de 2016
Clamor no Deserto
“Eu sou aquele que clama no deserto.” João Batista, 1, 23
Certamente ele
referiu-se aos indivíduos de corações imaturos, onde o bem é semente latente,
mas a membrana da ilusão que a envolve ainda não foi rompida. Nas paredes de
seus casulos, os seres humanos vivem suas experiências nem sempre benéficas,
muitas vezes desastrosas.
As palavras de João
são tão apropriadas ainda!
O pai clama ao filho:
– Resista à droga!
A mãe clama à filha:
– Cultive boas
companhias!
Avós desnorteados
choram pelos seus netos.
Incontáveis corações
prosseguem áridos e as ilusões impedem de terem a visão do que é aconselhável
pensar, sentir e fazer.
Rolam corpos na lama
do sensualismo exacerbado. O álcool é o alimento que necessitam. E geralmente tomam-no
para driblar a infelicidade que os visita. A eternidade foge-lhes da visão
nublada, incapaz de enxergar a diferença entre a “delicadeza do arco-íris e os
charcos da terra”.
Tudo isso, no
entanto, terá um fim. As iniquidades desaparecerão e muitos serão afastados do
planeta. Farão a migração, ainda que forçada, a outras moradas. É o que dizem
todas as profecias.
Amor não dispensa
energia. Assim, todos os que alimentam atos danosos a si mesmos, certamente em
alguma época de suas existências, não contaram com medidas corretivas em
relação ao mal que alimentam interiormente.
A verdade que consola
é que Jesus deseja ardentemente que todas as ovelhas se livrem de seus próprios
enganos. Que a luz Dele possa brilhar em nós!
Maria
Nilceia
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Faltas ou Boas Ações – Carimbos no Perispírito
A maravilha
chamada reencarnação consta não só no Espiritismo, mas também nos ensinamentos
dos povos orientais. Seus adeptos mantém-na na dinâmica das explicações dos
muitos porquês que rondam a curiosidade do ser humano, desejoso de se
aprofundar no assunto. Renomados cientistas vêm prestando importantes
contribuições com suas pesquisas referentes à regressão de memória.
Convém que
reflitamos: quantas hediondas manchas temos carimbadas em nosso corpo
espiritual a promoverem sensações desagradáveis? Ou então atos de bondade a
aumetarem nossos merecimentos? Quantas terras, talvez além-mar já nos
serviram de pátrias?
Provavelmente
e remotamente já caminhamos muito, promovendo machucaduras em nossos pés que
nem sequer dispunham de um par de sandálias. Posteriormente a situação melhorou
e nos servimos de carruagens, depois de trens, hoje de automóveis, aviões,
navios. Certamente já fomos empregados, outras vezes patrões. Apanhamos,
batemos, agradamos, fomos agradados. Diálogos afáveis umas vezes, discussões acaloradas
em outras.
São cenas
vivas – armazenadas em nosso subconsciente - que nos abrangeram em diversos
locais da Terra e que nos incentivam a não teimarmos contra o Bem, o Amor, a
Honestidade, o Respeito, a Autenticidade, a Simplicidade. São qualidades que
devemos levar adiante como lindas e esvoaçantes bandeiras brancas a tremularem
ante a brisa que refresca os corações sofridos que de nós necessitam.
Tudo isso
vivido é o passaporte para conhecemos um estado d’alma tranquilo e
gratificante, a nos trazer doces e agradáveis sensações que por enquanto a
poucos é dado sentir. Dessa forma compreendemos a inutilidade da ira, do
orgulho e da vaidade.
Pitágoras
deixou escrito: “Vosso ser, vossa alma é um pequeno universo, mas está cheio de
tempestades e de discórdias. Trata-se de realizar ai a unidade na harmonia.”
Léon Denis – Depois da Morte
Nossas
tendências atuais devem, pois, ser mantidas se forem positivas, ou então
eliminadas se forem negativas. Assim estaremos de acordo com o ideal de
harmonia do grande Pitágoras e certamente de nosso Pai Criador.
Maria Nilceia
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Coroa da Vida
Bem aventurado o homem que suporta com paciência a provação!
Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos
que o amam. Novo Testamento - Epístola de Tiago, 1: 12
Duas jovens amigas vão ter com o
dirigente espírita. Sofrem as mesmas provações. Os namoros não dão certo, as
famílias são complicadas, elas nervosas, ansiosas e revoltadas.
O dirigente aconselha: fé,
aceitação, paciência, muita oração, estudo, frequência ao centro para receber
passes, trabalho voluntário. Essa é a solução.
Uma delas, mais persistente,
resolve colocar os conselhos em prática. Adquire livros, começa a orar,
torna-se assídua no centro, nas horas de folga faz tricô e doa as peças.
A outra toma outro rumo: deixa a
revolta acentuar-se e desliga-se das práticas saudáveis.
Coincidentemente, surgem dois
rapazes e o namoro das duas vai para frente. Realiza-se o matrimônio. O
casamento das duas, todavia, começa a sofrer a interferência dos modos de ser
diferentes dos maridos. Um deles desatento para as necessidades da esposa. O
outro ligado ao álcool.
Aquela que já adotava há tempos
as atitudes saudáveis prosseguiu fervorosa em sua fé. Mesmo sofrendo, orava,
confiava e aguardava a ação do tempo.
A outra, alimentando revolta
maior ainda, desesperou-se ante as dívidas do marido, ante os filhos teimosos e
tantas outras necessidades insatisfeitas. Num momento de descontrole, acaba por
suicidar-se. Integra-se a um futuro triste no mundo espiritual.
A jovem fervorosa chega aos
quarenta anos. Percebe que a situação vai melhorando. O marido mais atento, os
filhos bem encaminhados, situação financeira estável, dando até para algumas
viagens de lazer. Vivem agora em harmonia e alegria.
Certo dia, reencontra o dirigente
que a havia aconselhado no passado e ele pergunta: como está sua vida, filha?
Ela abre um largo sorriso e
responde: estou feliz, na família certa, no lugar certo!
Conclusões quanto ao sofrimento:
Ele traz maturidade àquele que enfrenta as dificuldades do
caminho. Aplicando na vida os fatores coragem, determinação e otimismo, o ser
humano acaba por entender que Deus ajuda na medida em que se confia Nele.
... É agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia
moral. É valioso curso de aprimoramento para todos os aprendizes da escola
humana. Equipe da Federação Espírita Brasileira
Maria Nilceia
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Reuniões de Desobsessão – Apontamentos Necessários
As reuniões de desobsessão são de
extrema importância nos centros espíritas da Terra, pois o mal ainda existe
nestas paragens; todavia, para que sejam reuniões que realmente ajudem,
facilitando a tarefa dos dialogadores, médiuns de passividade e de sustentação,
é necessária a assimilação de alguns princípios fundamentais, os quais tornarão
as reuniões proveitosas. Atentemos para alguns fatos.
Reuniões muito demoradas cansam
os participantes.
Se houver expositor do Evangelho para
falar no início, que a exposição não seja prolongada e que seja feita em voz
respeitosa para sensibilizar os irmãos necessitados, que estão presentes para
receber orientação. Caso haja um período para estudo antes do início das
manifestações, este não deve se estender muito.
Os dialogadores, diante do escoar
acentuado do tempo, estarão com poucas condições de prosseguirem em seu
trabalho de orientação aos necessitados. Não haverá mais a necessária sintonia
para que cheguem as intuições.
Os médiuns de sustentação, ao fim
de horas e horas de vibração de energias positivas, não as terão mais.
Sentir-se-ão esgotados.
Os médiuns de passividade que não
se controlam e permitem a manifestação de espíritos antes que outro espírito termine
de ser orientado, prejudicam enormemente a reunião. É preciso conversar com
eles para que tenham o domínio de si mesmos e dos espíritos. O dialogador não
pode se ver ante essa situação difícil. Com certeza, não estará sendo
indelicado se solicitar ao espírito comunicante e ao médium, que esperem a sua
vez de falar. Para evitar esse contratempo, o médium deve ter as “rédeas em seu
poder”. Que consiga também esperar.
Os responsáveis pelo bom
andamento das reuniões precisam se munir de coragem para colocar a ordem
necessária nas reuniões. Lembremos que espíritos maldosos, zombeteiros, vingativos
fazem de tudo para atrapalhar. Se as reuniões estiverem bem estruturadas e os
médiuns forem devidamente preparados, os mentores terão condições de manter a
proteção.
Caberiam ainda muitos outros apontamentos
referentes às reuniões de desobsessão e por isso sugiro o estudo de O Livro dos
Médiuns. Todo aquele que deseja ser elemento de proveito, não pode se negar a
estudá-lo.
Findando, aqui vai um ensinamento essencial: Para que uma comunicação seja boa é necessário
que provenha de um Espírito bom. Para que esse Espírito bom POSSA transmiti-la
precisa dispor de um bom instrumento. Para que ele QUEIRA transmiti-la, é
necessário que o objetivo lhe convenha. Cap. 16 - 186 – O Livro dos Médiuns
Maria
Nilceia
domingo, 7 de agosto de 2016
Plantando e Esperando
Escrevi o artigo abaixo em
resposta a uma querida amiga de internet que se encontra desanimada com a baixa
frequência nos cursos do centro espírita que participa como elemento ativo.
Faça pelo Espiritismo o que for
viável. Não se trata de tarefa áspera,
dificultosa; ao contrário, promove intensa satisfação onde a realização se
torna como o sol da manhã, que a todos aquece e encanta, mostrando o esplendor
da vida.
Trabalhar pelo Espiritismo não é
insistir demasiadamente em conselhos, em conversas insistentes, não é desejar
converter o próximo com sábias palavras e nem discorrer sobre temas que muitas
vezes não estão a interessar pessoas que talvez não entendam seus significados.
Trabalhar pelo Espiritismo é
prestar atenção nas dores daqueles que procuram soluções ante o emaranhado de
dissabores pelos quais passam. Tantos são os que adentram as portas dos centros
espíritas envergados emocionalmente por dilemas familiares, por sensações
negativas que não conseguem vencer.
Ouvi-los é algo que requer amor
estruturado na paciência. Encaminhá-los ao passe é necessário, levar seus nomes
nas reuniões de desobsessão é preciso.
Paulatinamente conseguir-se-á
introduzi-los no estudo e no trabalho voluntário.
Muitos gostam de ler em seus
lares, na quietude que se faz quando os demais adormecem. Que lhes sejam dados
os incentivos que desejam. Que não se vejam pressionados a
já de início frequentarem cursos, quando muitas vezes não possuem condições de
fazê-los.
Quando esses irmãos encontram o
apoio emocional que buscam, quando sentem que o amor vibra nas almas que os
acolhem, aí as afinidades irão crescendo sempre mais. Entenderão que é preciso crescer
no saber para que as soluções tornem-se constantes e aprendam a decidir por si
mesmos. Passarão a sentir vontade de
estudar em grupos, onde os orientadores lhes darão conhecimentos mais
profundos.
Atentemos para as
palavras de Allan Kardec, no livro Viagem Espírita em 1862:
Não basta ter um bom instrumento, é necessário dispor de um bom músico para
dele tirar bons sons e, ainda mais, é preciso que o executante disponha de uma
audiência capaz de compreendê-lo e de apreciá-lo.
Conclusão: paciência e persistência
para que as sementes germinem no seu devido tempo.
Maria
Nilceia
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sem Extremismo
... e tudo o que
faz grandes os corações, fortes as sociedades, a dedicação, a virtude, a paixão
do bem, não podem apreciar-se pelos sentidos. Léon Denis. Depois da Morte
São
bastante apropriadas para a atualidade tais palavras grafadas há tanto tempo. Tudo
de bom que desejamos nos variados aspectos das sociedades vigentes não são
fatos vistos com os olhos físicos, não são palavras carregadas de azedume e
frieza, retratando irritação e autoridade. Não,
não é nada disso.
O
que aspiramos é que no dia a dia das pessoas os fatos sejam sentidos com os
olhos do espírito. Estes fazem surgir a bondade verdadeira.
Muitos
se preocupam demais com conceitos e se esquecem que mais que isso, vale ter um
coração acessível, alimentado pela docilidade que alimenta a verdadeira
fraternidade. Nos
diversos meios a afabilidade, as boas maneiras vão ficando de lado. Os
ambientes passam a ser campos minados, onde as bombas se tornam fáceis de explodir.
Nada
além do amor fará essa situação mudar. Já
vi pessoas adoráveis deixarem-se contaminar pelo extremismo. De repente começam
a enrijecer-se espiritualmente. Sombras iniciam o ataque.
É
necessário cuidado, pois todo esforço para que se consiga um mundo melhor vai
ruindo. Tudo pode ficar reduzido a um monte de cinzas, monte esse que já foi
uma gota luminosa de amor.
Não
permitir que os corações se enregelem, é tarefa a ser empreendida diariamente. Sejamos
bons, educados, e nossos objetivos estarão bem defendidos, pois o exemplo é a
linguagem mais poderosa no lar, no trabalho, no templo e onde quer que
estejamos.
Que o amor do Mestre possa aquecer a todos os que desejam viver a paciência e a gentileza.
Maria Nilceia
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Ao Médium Escrevente
Médium escrevente, a você dedico
este artigo.
Um dos fatos mais constrangedores
que ocorre em relação às suas psicografias é, com certeza, saber que as
mensagens que você recebe oriundas do plano espiritual, nem sempre obtém o
crédito de seus confrades de perto.
De repente, você percebe que
aqueles que mais lhe dão crédito são os confrades de longe.
Lembro-me da vez que recebi uma
mensagem do Dr. Bezerra de Menezes, mensagem curta, mas muito delicada e
singela, endereçada aos confrades do centro que frequento, convidando os irmãos
à boa convivência e à fraternidade. Durante o recebimento da mensagem, eu
vi o Dr. Bezerra próximo a mim, transmitindo-me suas palavras. A visão dele
causou-me bem estar imenso. Ele emitia energias de incrível paz. Publiquei a
mensagem em nosso jornal espírita. Não se passaram muitos dias e chegou
aos meus ouvidos o comentário que um confrade fez:
-Imagine que a mensagem é do Dr.
Bezerra... Se fosse, o texto seria longo. As palavras são muito
simples para serem dele.
Fatos deste tipo e outros piores
ocorrem em relação ao médium escrevente. Se o médium tiver tenacidade e
for capaz de não se abalar, com certeza prosseguirá em seu labor, permitindo
que os espíritos escrevam através dele.
O médium não pode desanimar
ante as investidas negativas que sofre. Muitas vezes, tais investidas nascem no
plano espiritual contrário ao bem. Espíritos mal intencionados, aproximando-se
de pessoas, de certa maneira vulneráveis à sua influência perniciosa, incitam
comentários e iniciativas infelizes, justamente para impedir que ele prossiga
seu trabalho.
Aconselhamos o obreiro a ter
determinados objetivos em sua vida, que o tornarão sempre mais produtivo e
determinado. Objetivos sadios são os de aprimorar as atitudes do dia a dia,
além da dedicação constante ao estudo; que se aprofunde o estudioso
nas obras de Kardec e André Luiz (verdadeiros alicerces para que se tenha
consciência da importância do trabalho a desempenhar).
Se o médium não se dedicar a
aprender sempre mais, pouco ou nada de bom produzirá. E então, nem os de longe
darão crédito às comunicações que ele recebe, já que o conteúdo das mensagens
deixará à mostra aspectos que provocarão dúvidas cabíveis.
Que não se dê asas ao
melindre. Melindre é prova de orgulho ferido. Se Jesus tivesse dado asas
ao melindre, nada de bom teria nos deixado, pois foi alvo de injustas
perseguições. Ele não se acovardou, seguiu em frente até que se cumprisse sua
missão.
Médium não tem que querer
aplausos nem reconhecimento, tem que ser desprendido de qualquer sentimento de
vaidade, sob pena de ficar influenciado pelas ideias ardilosas dos
obsessores.
Médium tem que ter segurança,
iniciativa, não fugindo da tarefa de divulgar suas psicografias.
E assim, diante das dúvidas de
tantos, prossegue ele escrevendo e servindo, sabendo que nos corações de
muitos, a semente estará lançada.
Nada como um sono tranquilo,
sabendo-se que foi feito o que se tinha a fazer.
Maria
Nilceia
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Quase Poema
Um sonetaço aqui eu tento
Escrever à moda antiga,
Para saudar querida
amiga,
Por mim lembrada a todo
momento...
Juriti - numa cantiga –
Abraços vão pelo
vento!...
Ignorando erguer
monumento
Para você meu metro
siga!...
Deambulo – viúvo – no meu
trilho,
Saudoso de “Neli”,
“Celso” e “Silvana”,
Poeta durante toda
semana...
Adoro ler os livros
velhos
E prossigo nos evangelhos
“Maria Nilceia de
Vergilio”
Celso Martins
Escritor, poeta, jornalista, professor,
divulgador do Espiritismo e do Esperanto. Todos os cem livros dele são para o
Lar do Fogo Selvagem.
Caso
deseje adquirir o livro Três Espíritas Baianos, entre no seguinte site:
Para
ver todos os livros do Celso acesse o Google - livros de Celso Martins. Cada
imagem das capas dos livros conduzirá ao site distribuidor.
Uma
dica mais que boa para você. Leia a entrevista de Celso Martins sobre a
espiritualidade dos animais:
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