domingo, 29 de março de 2015

Serenando o Coração


Salomão, no Livro dos Provérbios, escrito no ano 510 AC, deixou-nos palavras dignas de reflexão: “Se a sabedoria entrar no teu coração, e a ciência agradar à tua alma, a reflexão te guardará e a prudência te conservará, a fim de seres livre do caminho mal...”

Serenar o coração nas ocasiões difíceis nos fornecerá condições para não abandonarmos a lucidez e o entendimento que somente aquele que anda no caminho do bem e da integridade possui.
Ao contrário, quem se desvirtua e tem prazer em praticar o mal, bem depressa será visitado pelas desventuras que o mal provoca. Não consegue ter paz aquele que envereda por caminhos que promovem a desarmonia alheia.

O coração pacífico é detentor de existência profícua. Nada lhe promove o ódio ou a revolta. Pensando nisso, acalmemos o animo, eliminemos a ansiedade, sabendo que os caminhos retos nos trazem indicações a serem seguidas. Existe um conhecimento, o qual, se estudado, fornecer-nos-á forças para vencermos todas as agruras da vida, pois virá o entendimento do passando atuando no presente e nos chamando a preparar um bom futuro. Ei-lo: Tudo de ruim ou de bom que acontece na vida do ser humano, vem fazendo parte de seu carma secular, nascido desde o momento em que foi criado.

Léon Denis, em relação ao carma, em seu livro Depois da Morte, no capítulo em que analisa o Budismo, assim se expressa: “Designa-se por carma toda soma de méritos ou de deméritos adquiridos pelo ser. O carma é para este, em todos os instantes de sua evolução, o ponto de partida do futuro, o motor de toda justiça distributiva”.
Mais adiante, grafa a expressão de peso, de Sinnet: “Se as palavras e ações de um homem obedecem a um pensamento puro, a liberdade segue-o como uma sombra. O ódio jamais foi apaziguado pelo ódio, pois não é vencido senão pelo amor”.

Guiar-nos por essa verdade é sinônimo de vida sadia. 

Maria Nilceia

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As Pequenas Provas de Nossos Dias...


Segundo o Espiritismo vivemos em um planeta de provas e expiações, o que nos coloca frente a grandes desafios existenciais que devem ser encarados sem pestanejar. Jesus, aliás, bem antes da doutrina espírita afirmava que no mundo teríamos aflições.

Claro, melhor do que qualquer pessoa deste planeta Jesus sabia que por conta de nosso nível evolutivo passaríamos por situações um tanto quanto complicadas, mas perfeitamente superáveis. Portanto, não é novidade que seremos de vez em quando, ou de vez em sempre, visitados pelas dificuldades que, em realidade, são desafios para nossa evolução.

Até ai tudo tranquilo, tudo beleza. Mas quais são essas provações?
Dos mais variados segmentos. Prova da paciência, resignação, humildade, ingratidão, enfermidade, dificuldade financeira...
Em suma, a única coisa que sabemos fielmente é a de que essas provações virão justamente ao encontro do que necessitamos aprender. Logo, são pedagógicas, jamais punitivas.

Venceremos todas as provações da existência?
Pode ser que sim, pode ser que não. Entretanto, os Espíritos informam que utilizando a boa vontade todas as provações são superáveis. Ah, poucos dentre vós têm boa vontade, dizem os sábios da espiritualidade.
Pois é, como dito acima, dependerá muito de nós.

Perceba, porém, caro leitor, que nas provações mais complexas em que somos encurralados pela vida, em geral vencemos. E vencemos porque geralmente no caso das calamidades existenciais nos apegamos a Deus, oramos, pedimos forças e serenidade e o Pai não nos abandona. Por conta de nossa boa vontade e da ajuda dos bons espíritos saímos vencedores das grandes provações.

Recordo-me quando tive grave problema de saúde e quase mudei para o além. Com a ajuda de Deus e dos amigos eu consegui. Confesso a vocês que foi mais tranquilo enfrentar o processo de enfermidade do que, por exemplo, conseguir controlar minha impulsividade. Enquanto aquele processo todo durou um ano, eu convivo com as dificuldades oriundas de minhas atitudes impulsivas há séculos. Este exemplo é apenas para ilustrar como nos tornamos fortes nas grandes adversidades.

Por isso creio não serem as grandes adversidades e provações existenciais os maiores vilões do bom convívio e da fraternidade entre as pessoas. O problema reside em outro lugar: nas pequenas coisas. Exatamente. Nos pequenos aborrecimentos, nas questiúnculas que nos tomam tempo demasiado e importante, nas polêmicas estéreis, nas discussões infrutíferas, nos considerados temas banais do cotidiano que residem nossa mais complicada prova.

São essas provações as mais perigosas e que causam o esfacelamento das instituições, a ruptura de amizades, o naufrágio de nobres ideais...
Poucos se dão conta porque elas são aparentemente inofensivas, quase invisíveis. Entretanto, aos poucos fazem ruir paredes.

Os Espíritos inferiores, porém de inteligência mais aguçada não colocam grandes problemas em nossas mãos porque sabem que nos grandes entraves existenciais tendemos a procurar Deus e os afastamos. Tomemos cuidado com as pequenas coisas, as questiúnculas irrisórias, as polêmicas estéreis, porque é no acúmulo das pequenas coisas que residem os grandes problemas futuros que nos fazem cair.

E então os grupos espíritas ou não, vão se esfacelando. Paulatinamente amizades vão minando e a desunião se estabelece naufragando nobres ideais de servir no campo do bem... Cuidado, pois, com os pequenos melindres, os pequenos problemas, as mínimas pedras do cotidiano, porque são essas situações que derrotam o gigante...

Uma questão a refletir.

Wellington Balbo 
Salvador, BA



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Minha Verdade


Recebemos esse depoimento pela Internet, enviado por um amigo espírita que vem dando tudo de si para clarear caminhos obscuros. Ele pediu-nos que publicássemos, mantendo evidentemente o sigilo necessário quanto à identidade da pessoa. A depoente consentiu com a divulgação, por saber que talvez ajude outras pessoas com problemas semelhantes.

Depoimento: Sinto-me fracassada, sem estímulo.
Uma de minhas características sempre foi a teimosia. Somente eu fui dona da verdade. A opinião de minha mãe nada valeu. Meu gênio forte, meu orgulho, prevaleceram.

Diante de amigos falsos e preconceituosos, dei espaço à revolta. Não me conformava com meus problemas existenciais, com as pessoas maldosas que deparei nos anos escolares.

Mamãe convidava-me sempre: filha, busque uma religião. Todos nós necessitamos de uma religião. Sempre rejeitei seus convites. Arredia, pedia que ela parasse de falar. Jamais prestei atenção na docilidade com que me aconselhava. Sua preocupação irritava-me.

Acabei ligando-me ao hábito de fumar. E depois ao uso da maconha.

Nesse meio de tempo, minha mãe morreu. Foi então que me dei conta de como o carinho dela me fazia falta. Hoje sinto muita saudade de minha mãe.

Estou com trinta e quatro anos, envelhecida, triste, busco Deus e não sei como achá-Lo. Apenas sei que tenho que reconhecer que falhei.

Encontro-me aqui no Centro Espírita buscando ajuda, pois sonhei com minha mãe e no sonho eu conversava com ela bem aqui em frente... acho que é um sinal... por isso vim aqui, sem orgulho e empobrecida.  É assim que me sinto.

Ajudem-me de alguma forma, sei que minha mãe está tentando me reerguer. Quero ter uma vida diferente da atual, desejo reagir e mudar meu rumo.

Depoimento dado em 2007
  
Reflexão: A única forma de não nos entregarmos às influências que nos trazem insucesso, é ter o coração manso e aberto ao diálogo franco. Toda revolta, por isso ou por aquilo, é prejudicial. É preciso pensar na especialidade da vida e na importância de ligar-se à pessoas que possam nos acrescentar algo. Se temos um familiar ou um amigo portador de bom senso, honestidade e sabedoria, valorizemos esse familiar ou amigo. Ele está em nosso caminho por algum motivo, com certeza providencial. O estar “de olhos abertos” evita o desabrochar da infelicidade.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mediunidade a Serviço do Médium


A mediunidade está presente em fiéis de todas as religiões, embora muitos duvidem disso. O médium (ou sensitivo para muitos), quase sempre, durante situações dificultosas, recebe auxílio para suas necessidades, através de sua própria mediunidade, independente da fé professada.

Inteiremo-nos de um caso. A jovem Ana (nome fictício) depositava imensa fé no poder de São Miguel Arcanjo. Católica fervorosa, arvorava-se no poder e na prática da oração. Em certa época, sua vida foi abrangida por grandes dificuldades. Um dia, em que se via possuída pelo inconformismo, sentiu nascer no interior de si mesma uma força imensa em forma de luz. Teve vontade de escrever. Sem saber que era a mediunidade a se manifestar, muniu-se de papel e caneta.

Imediatamente fluiu uma oração, em que era solicitado o auxílio de São Miguel Arcanjo. Chegando ao fim da inspiração, Ana percebeu que a prece era para ela mesma realizar. Feliz e sem saber explicar o fato, passou a fazer a oração diariamente. Seu coração foi gradativamente se acalmando e com o tempo as soluções foram chegando.

Ana, a nosso pedido, cedeu-nos a prece:

“São Miguel, minha alma encontra em vós carinho e consolo.
A revolta e a impaciência de meu coração são abrandadas por vossa força.
Deixai que vossa luz banhe meu coração, minha alma e minha mente, para que nessa luminosidade eu me eleve a Deus.
Meu bom amigo, levai minha prece ao Senhor. Ajudai-me a conseguir a graça de...
Protegei-me, ó anjo de luz, ó anjo de força, ó anjo de justiça.
Meu ser cantará um hino de louvor ao Senhor, quando vós, ó anjo, ouvirdes o meu clamor.
Que a vossa luz seja aumentada sempre para maior glória a Deus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.”

Um fator importante a considerar na mediunidade, é que o médium, através do estudo e da vivência, adquire a capacidade de analisar as energias das pessoas. Assim, ele é capaz de captar se determinada pessoa lhe é sincera, boa, amiga, ou se por detrás do sorriso impera a inveja, o ciúme, a maldade. A interação com as energias circundantes fornece o parâmetro para o médium proteger-se.

Como vemos, a dinâmica que rege a vida do sensitivo, é de grande valia para que ele tenha uma vida tranquila e agradável. Não tema a mediunidade, viva-a com amor. Você só terá a ganhar com isso, pois além de poder ajudar o próximo, poderá também ser ajudado.

Deus lhe abençoe fartamente.

Maria Nilceia



Dois Tipos de Caridade: A Fácil e A Difícil


Um exímio pianista tocava para grandes plateias de uma grande cidade. Apresentações ele fazia gratuitamente, visando ajudar instituições locais.
Certa vez, o presidente de um lar de crianças abandonadas, de uma pequena cidade interiorana, vendo a instituição passar por enormes dificuldades, teve a ideia de lhe pedir para tocar gratuitamente a fim de tirar o lar da crise. A renda com a venda dos ingressos seria revertida para ajudar a instituição.
A resposta do pianista foi que pensaria no pedido e retornaria a resposta. Escoados alguns dias ele retornou dizendo que não poderia atender ao pedido.
Esse fato retrata bem a realidade das pessoas em relação à caridade. Quando o ser humano está acostumado a suas atividades voluntárias, com hora e local marcado, ele as faz de boa vontade. Essa é a caridade fácil. Quando, todavia, é-lhe exigido sair da rotina, aí ele é inclinado a se omitir, pois lhe requer um sacrifício a mais.
A visão humana é ainda precária; não atina com a importância de estender a mão nos casos difíceis. Um sacrifício a mais lhe pesa, ainda que seja para reverter em precioso benefício para muita gente.
É uma pena que o eco não se forma quando é tão necessária uma ação.
Daí existir a caridade “fácil” e a “difícil”. Ficar com as duas será fazer luz onde o grito de socorro ecoa.

Maria Nilceia



domingo, 18 de janeiro de 2015

Todo Médium Tem que "Incorporar" Espíritos?


Nem sempre. A mediunidade revela-se através de formas variadas.

A experiência nos mostra pessoas dotadas de incrível sensibilidade para os fatos espirituais que nunca “incorporaram” espíritos. Muitas delas são, por exemplo, exímias dialogadoras. Na hora de consolar espíritos sofredores, encaminhar irmãozinhos perdidos, entram de tal maneira em sintonia com espíritos elevados, que os esclarecimentos se fazem repletos de sabedoria, de singeleza e de amor a cativar os necessitados.

Médiuns há que, quando em reuniões mediúnicas, não dão passividade aos espíritos, mas, são capazes de integrar-se às energias saudáveis do Cosmo, dinamizando pensamentos positivos e efetivando preces dotadas do poder de plasmar a sustentação energética das reuniões. Normalmente, são chamados de médiuns de sustentação.

Na área de curas, existem os medianeiros que emanam energias poderosas, energias estas que beneficiam enormemente os doentes encarnados. É expressivo o número de médiuns que, ao optarem por participar das reuniões de passes, exalam de tal maneira a energia renovadora, que os doentes sentem enorme alívio e chegam mesmo a ficar curados. Tais médiuns são, pois, poderosos agentes de caridade curadora.

Pela escrita proveniente dos médiuns escreventes intuitivos ou mecânicos, os benefícios também são enormes. Mensagens possuem o poder de consolar e de efetivar esperanças. Firmam a mente dos leitores na fé e no otimismo, no aprendizado essencial que conduz à evolução.

Medianeiros existem que ouvem os espíritos lhes falando, outros veem os habitantes do Além com tal nitidez, que conseguem fornecer preciosos detalhes.

A variedade da atuação mediúnica é, portanto, grande. Como vemos, nem todos necessitam incorporar espíritos.

Um fato devemos ressaltar. Mediunidade não deve em hipótese alguma ser forçada. Ela deve aflorar como o botão que nasce dentro da plantinha.
Ela se expande como a brisa, ou como a chuva. Forçar o médium a incorporar espíritos é um grande erro. Mediunidade forçada pode prejudicar o medianeiro e embotar sua real capacidade. Tudo tem sua hora.

Você, pois, que participa de determinada equipe mediúnica, procure descontrair. Deixe o Pai Maior cuidar de você. Confie. Tudo acontece exatamente como tem que acontecer. A você compete estudar, ser persistente e aceitar amorosamente a mediunidade que lhe é destinada.

 Maria Nilceia


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Para Você, Médium


Não conte com a gratidão daqueles que você auxilia.
O trabalhador amoroso e experiente não se apoquenta e nem abandona seu posto. Afinal, sabe quantos momentos de sua vida foram dedicados à Causa do Bem. Sabe o quanto planejou o trabalho fraterno aos necessitados, junto aos obreiros do Plano Espiritual.
Então, permaneça atuante e prossiga em sua simplicidade no trabalho abençoado que realiza sob a orientação dos protetores espirituais. Deixe que o tempo e as lições proporcionem o aprendizado necessário a cada um.
Se desistir de seu trabalho, o edifício ruirá, pois, o trabalho gerado inicialmente na espiritualidade, agiganta-se no amor e na caridade, transformando-se em doce licor, com a sua ajuda.
Prossiga na paz que o Senhor lhe fornece e sinta-se abençoado.
Aqueles que em você buscam conforto encontram-no em abundância.
Aliviar o sofrimento é obra que se faz com dedicação e para isso você está preparado.

Um Protetor
Psicografia: Maria Nilceia

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Desejo Tratar-me no Centro Espírita


Assim uma jovem se manifestou num Centro Espírita:

-Ouço pancadas em minha escrivaninha todas as noites, sinto muito medo de entrar em minha salinha de estudos, principalmente a noite. Quando tento ler livros que contenham algo sobre espíritos, tomo-me de pavor. Parece que sempre existe alguém perto de mim que não me deixa viver como gostaria. Isso não é de agora. Tenho a sensação de não ser dona de minha vida. O médico prescreveu-me remédios fortes, mas não estão adiantando. Existe algo, um ser, perto de mim, que não deseja me abandonar. Por favor, desejo saber a verdade, pois estou cansada de ser enganada. O sacerdote diz que não existe nenhum espírito perto de mim. Meus familiares, todos católicos, dizem a mesma coisa. Desejo saber o que se passa comigo de acordo com o Espiritismo, desejo me tratar e acho que somente no Centro Espírita conseguirei me livrar dessa companhia espiritual que me faz sofrer. Será que estou sendo vítima de espírito obsessor?

Sim, tudo leva a crer que essa jovem está sendo vítima de espírito obsessor. Vejamos o que nos traz O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, par. 237:

“No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar alguém, identifica-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança.”

Existem diferentes graus de obsessão, sendo alguns bastante intensos. Todos eles estão bem explicados em O Livro dos Médiuns, no capítulo citado acima.
Os efeitos que os obsessores promovem na vida das pessoas são inconvenientes e abusivos. Existem, no entanto, meios para combatê-los.
O primeiro meio é ter paciência, sabendo que Deus é pai e cuida do filhos.
Aliado a isso é necessário nos momentos de preces rogar o perdão sincero. O obsessor pode ter sido prejudicado em passado reencarnatório, por aquele que está sendo perseguido.
Todo aquele que se reconhece vítima de obsessor dever aderir as seguintes práticas:
-solicitar a ajuda do responsável pelo Atendimento Fraterno, para que ele providencie a evocação do obsessor nas reuniões de desobsessão;
-recebimento semanal de passes, pois estes beneficiam através das irradiações que proporcionam;
-tomar água fluidificada, fonte de energias reconfortantes, bem como tratar-se com florais;
-primar pelo estudo de livros espíritas e se possível, participar de um curso no Centro Espírita;
-frequentar palestras;
-realizar trabalho voluntário;
-e principalmente, aprimorar atitudes, alimentando-as com o ingrediente amor.

Com este pequeno artigo, nosso objetivo foi o de esclarecer deixando dicas objetivas e eficientes.
Quem acha que está sofrendo algum tipo de obsessão, pratique nossas sugestões, sem desanimar. Com o tempo as melhoras virão e a libertação se fará.

Maria Nilceia



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como o Médium Pode Livrar-se da Mistificação


Um dos grandes medos do médium é ser vítima da mistificação, ou seja ser iludido por espíritos que abusam de sua credulidade, ficando por isso sujeito a situações ridículas.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, nos dá a solução, o meio para que nos livremos dos mistificadores:
Sim, certamente, há para isso um meio simples, que é o de não pedir ao Espiritismo senão aquilo que pode vos dar; seu objetivo é o melhoramento moral da Humanidade; enquanto não vos afastardes disso, jamais sereis enganados, porque não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom senso pode admitir.
Mais adiante, esclarece:
Se não lhes pedisse nada de fútil ou que esteja fora das suas atribuições, não se daria nenhuma presa aos Espíritos enganadores; de onde deveis concluir que aquele que é mistificado, não tem senão o que merece.

Sensatas palavras que nos remetem a sérias reflexões.
Não é novidade que confrades há a julgarem que os espíritos tudo sabem e tudo podem responder. Muitos lhes dirigem perguntas inconsequentes, outros desejam saber se isso ou aquilo vai dar certo. É por esse caminho que segue a falta de equilíbrio, de autocontrole e de bom senso.
No Livro dos Médiuns a objetividade é absoluta quando enfatiza que a meta do Espiritismo é o melhoramento moral dos ser humano.

Então, que se veja a mediunidade como meio para o aprimoramento do médium e um aparato importante para a prática da caridade. O médium, ao permitir que os espíritos necessitados se comuniquem através dele, está garantindo o alívio daqueles que precisam de encaminhamento e de consolação. Manifestar-se na reunião mediúnica, é para os sofredores como encontrar água no deserto, é conseguir o alicerce para entrosar-se com Espíritos do Bem, com os quais deverá identificar-se, para o aflorar do aprendizado libertador.

Através do médium, o desencarnado se renova com as energias recebidas e passa a desejar sua própria melhoria e evolução.

Quanto ao desejo movido pela “curiosidade” de interrogar os espíritos, que os confrades confiem em Deus e aceitem os fatos como vierem, sabendo que o melhor meio de combater efeitos negativos na vida de cada um, é manter a fé, orar e propor-se a aprimorar atitudes. Todo aquele que confia plenamente no Pai, é digno de ser chamado Filho de Deus. Através dessa divina filiação, sustentada pela perseverança em cultivar atitudes positivas, os benefícios virão na medida das necessidades de cada um.

Maria Nilceia

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Música Terezinha de Jesus Na Reunião Mediúnica


A reunião mediúnica prosseguia naquele sábado ensolarado. Era a reunião de auxílio e proteção aos médiuns e demais trabalhadores do Centro Espírita, Casa da Sopa e Berçário.
Em dado momento, uma das médiuns começa a sentir a presença de um benfeitor espiritual, que lhe pede em pensamento: cante a música Terezinha de Jesus.

Ela sabia a música, mas a princípio relutou em cantar. O que pensariam os demais componentes da mesa?
Diante da insistência do benfeitor ela acabou cantando e o fez com amor. Evidentemente todos estranharam o fato. Numa reunião mediúnica, porque cantar uma música infantil que nada tem a ver com espiritismo? Algum motivo havia de ter.

Posteriormente veio o esclarecimento por parte do benfeitor: havia um irmão desencarnado que necessitava de auxílio. Seu coração enrijecido com nada se comovia. Sua mãe, também desencarnada, há tempos esperava sua renovação; há muito vinha orando por ele. No passado, ela cantava essa música para o filhinho dormir. Ele gostava da canção e sempre cantava também, com alegria no coração. Agora, desencarnado e desvirtuado, precisava ser sacudido em seus sentimentos. Ao som da canção na reunião mediúnica, sua mãezinha mostrou-se a ele. Emocionado, como nos tempos de menino, entregou-se a sua mãe e com essa entrega ele deixou para trás tudo de ruim que havia permitido impregnar-lhe a alma de adulto.

Existem ocasiões em que somente os Espíritos sabem porque pedem determinados favores aos médiuns. A mediunidade bem vivida fornece ao médium a sabedoria para discernir se deve aceitar ou não.
Em relação à equipe encarnada, quando surgem fatos duvidosos, conversar sem preconceito, colocando em prática a compreensão, gera benefícios incalculáveis aos dois planos de vida.
Deus nos abençoe!

Maria Nilceia

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Aos Preletores e Escritores


Livros nas distribuidoras repletos de ensinamentos louváveis. Preços acessíveis.
Palestras dignas de aplausos.

E nós, vamos a fundo nos conteúdos dos livros e das palestras. Através das palavras obtidas, conectamo-nos aos autores dos belos ensinos. Observamos suas rotinas, com seus procedimentos no lar, no trabalho, nos templos.
Os princípios propalados não se aplicam a uma parte deles, infelizmente.

Quando dizem:
-amem a todos, incondicionalmente, vemos que não sabem o significado de tão nobre qualidade;
-dividamos oportunidades; são, no entanto, egoístas;
-não podemos sentir ciúmes; expressam, todavia, ciúmes em seus procedimentos;
-não critiquemos e tenhamos compaixão; o que mais fazem, contudo, é criticar e expor o próximo ao julgamento alheio;
-no lar e no trabalho, o nervosismo se expressa como linguagem habitual.

Irmãos em Deus, se são chamados a falar, ou a escrever, vejam essa tarefa como o degrau para exemplificar e evoluir.
O que é feito na falta de amor, cordialidade e respeito, só encontrará eco nos corações afins, detentores das mesmas atitudes.

O verbo manso promove a união.
O verbo ácido desanima quem deles toma conhecimento.
O amor dulcifica o sentimento, chamando a pessoa a amar.

O grande Chico nos ensinou: O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.

Um Espírito do Bem
Psicodigitação: Maria Nilceia
07/07/2014

Espiritismo - Rio Caudaloso


Quando de nossa primeira viagem a Lyon, em 1860, existiam ali, por alto, algumas centenas de adeptos. No ano seguinte alcançavam a casa de cinco ou seis mil. Este ano o cálculo tornou-se impossível.
Palavras de Allan Kardec contidas no livro Viagem Espírita em 1862, de Allan Kardec, Casa Editora O Clarim, pág. 26.

O que ocorreu em Lyon, na época de Kardec, é o que vem ocorrendo a nível mundial. O Espiritismo vem se propagando, desde aqueles tempos, a olhos vistos. É como um rio caudaloso que chega ao grande mar. Os adeptos se emocionam, sentem-se consolados e ligados as verdades as quais antes não tinham conhecimento. São verdades que satisfazem seus corações necessitados de esclarecimentos.

Hoje, o ser humano, não se contenta mais em saber que o sofrimento existe e que é preciso aceitá-lo. Ele quer saber porque existe o sofrimento, muitas vezes promovendo fatos que pesam tanto no emocional. Deseja saber as razões maiores da Mãe Vida, que nos trazem tantas ocorrências desfavoráveis. Aspira saber como vencer a dor moral e física.

É da sua vontade se inteirar sobre fatos que lhe mostram os motivos de instantaneamente, ao contatar as pessoas, umas despertam simpatia e outras antipatia, mesmo que não tenha conhecimento sobre a vida de cada uma. Sua curiosidade em saber de onde veio e para onde vai após a morte do corpo físico, move-o a estudar o Espiritismo. O homem chegou num estágio evolutivo em que não acredita mais em penas eternas. Saber como é o Mundo Espiritual, saber porque está neste mundo, porque uns conseguem prosperar e outros não, porque uns nascem sadios e outros doentes, porque uns possuem motivos para serem tristes e outros felizes, são questionamentos que o conduzem à busca de verdades esclarecedoras. Saber como funciona a justiça divina torna-se uma aspiração louvável.

Por que essa sede de saber? Evidentemente para estruturar sua fé, sabendo que não está jogado neste mundo onde aparentemente existem injustiças.
Quando o aprendiz passa a entender o Espiritismo, seu coração preenche-se de satisfação. Começa a vislumbrar a grandiosidade de Deus. A partir daí entende como foi prematura a ideia errônea que fez do Espiritismo. Percebe que os ataques promovidos à Doutrina Espírita não tinham razão de ser. Acaba o seu preconceito e sente-se venturoso. 

As mensagens mediúnicas tornam-se fundamentais para ele, pois lhe fornecem preciosas informações.
Fica feliz ao constatar que existem cidades espirituais formosas e deseja no futuro ser merecedor de estar numa delas.
Desfaz-se totalmente das ideias errôneas de antigamente. Dá adeus à antiga crença em dogmas criados por homens e não por Deus. Convence-se que as bases nas quais pautava sua vida não mostram a justiça e a sabedoria do Pai Criador.

Por tudo isso, o Espiritismo promove a melhoria de quem o estuda. A vida flui mais leve. A Natureza, com os animais e as plantas, passa a ser amada e respeitada. Um sentimento enobrecedor se apossa do ser humano, que começa a se sentir verdadeiro filho de Deus.

As pessoas tornam-se espíritas no momento adequado, quando estão prontas não somente para entender as verdades libertadoras, mas também para fazer algo em prol de um mundo melhor.

Maria Nilceia

A Sensatez de Allan Kardec


Além disto, nesta narrativa, o nosso amor próprio estará, muitas vezes, posto em jogo, e este é um motivo preponderante para um retraimento de nossa parte. É esta ainda a razão que nos impede de publicar os numerosos discursos que nos foram dedicados e que guardamos como preciosas recordações.
Palavras de Allan Kardec contidas no livro “Viagem Espírita em 1862, de Allan Kardec, Casa Editora O Clarim, pág. 25.

Eis aí o comportamento do nobre Mestre Lionês que tanto nos comove e nos chama a imitá-lo.
Sensatez, simplicidade e equilíbrio foi o que ele demonstrou. Sem divulgar os discursos com que foi agraciado, citou-os apenas, agradeceu e guardou-os no coração.

O amor próprio, o excesso de luxo e de falas rebuscadas, quando se apropriam dos espíritas que usam a tribuna, impedem que os confrades mais simples avaliem e apreciem os ensinamentos de pessoas que poderiam estar à frente de multidões carentes e ignorantes, mas desejosas de aprender de acordo com suas possibilidades de entendimento.

Confrades de parcos recursos e de pouca cultura vãos aos centros em expressivo número, em busca de consolo e de encaminhamento. É então que deve entrar em ação a dedicação amorosa de quantos laboram diariamente nos centros espíritas. Antes do passe, as preleções surtem efeitos positivos nos assistentes, quando feitas com simplicidade, de forma atraente, consoladora e instrutiva.

Que se fale aos presentes sobre Jesus, sobre Kardec, sobre Chico, que se lhes mostrem singelos exemplos de caridade, de convivência fraterna, que se dê ênfase à simplicidade em que viveram, sem os aparatos exagerados proporcionados pela evolução tecnológica. Que sejam revelados os modos sinceros, livres de orgulho e prepotência, de radicalismos e altivez, de todos aqueles que levam consigo o tremular da bandeira da paz, onde as expressões são de calma, de bondade e de respeito, qualidades que vêm faltando em muitos credos e no espiritismo também.

Quem não amolda o procedimento à educação e à calma sentida e vivida, com certeza muito terá a perder em seus objetivos. Talvez no início do caminhar tenham deixado entrever tantas maravilhas, permitindo-se posteriormente e infelizmente conduzir pelo desrespeito ao que busca uma situação melhor em seu caminhar, por vezes perdido em dúvidas.

Deus, nosso Pai, ilumine os corações e ajude os confrades vacilantes em seus deveres cristãos, a repensarem em suas atitudes.
Que consigam seguir os exemplos daqueles que partiram e que foram espíritas na caridade e na simplicidade, retratos vivos do amor.
Paz!

Maria Nilceia

Retorno do Mal


Cuidem de ser como a água que dessedenta a sede e como a flor da mais agradável maciez.

Júlio não sabia porque seu problema de saúde não melhorava. A gengiva sangrava constantemente. Várias idas aos médicos... exames... A constância dos sangramentos o incomodava. Acabou por ficar detectada a presença de leucemia. Durante anos, o tratamento... A cura não se concretizou. Em meio ao cansaço emocional ele desencarnou.  

Voltemos ao passado reencarnatório de Júlio.
Na encarnação anterior, ele havia sido tomado pela revolta e pelo ódio, motivado pelo abandono por parte da esposa Rita. Após anos de casamento, onde ele sofreu as consequências do mau gênio dela e das traições, ela o deixou com os filhos e foi viver sua vida de aventuras. Inconformado, ele procurou um terreiro onde se fazia magia. Encomendou um trabalho para acabar com ela.

Rita, desligada dos valores morais e das preces, passando por necessidades, entregou-se à prostituição para ter algum dinheiro. Enfraquecida espiritualmente e fisicamente, tornou-se vulnerável ao trabalho de magia do ex-marido. Enfrentando moléstia incurável, buscou a ajuda de Júlio. Este, satisfeito com a desforra, não a ajudou e a expulsou de sua porta. Rita acabou sofrendo fatal hemorragia. Desencarnou em estado lastimável.

Júlio, ao saber do destino de Rita, disse a um amigo:
-Ela teve o que mereceu.
Mal sabia ele o futuro que o esperava.

Queridos irmãos, pelo cristianismo que pregamos e tentamos viver, coloquemos perdão e bondade em nossos corações. Sem esses dois sentimentos, apenas tristezas nos esperam.
Que os sentimentos não se contaminem, para que os insucessos não os visitem.
Saúdo-os com amor.

Um Preto Velho
Psicodigitação: Maria Nilceia
16-05-2014

Kardec, Exemplo Que Não Devemos Perder de Vista


No livro Viagem Espírita em 1862, de Allan Kardec, Casa Editora O Clarim, páginas 22 e 23, defrontamo-nos com valioso texto de Kardec, sobre sua viagem a diversas localidades:

Várias pessoas, principalmente na província, tinham pensado que o custo destas viagens corria por conta da Sociedade de Paris. Tivemos que explicar esse erro, sempre que se apresentou. Aos que possam ainda pensar assim, lembramos o que foi dito em outra ocasião: a Sociedade se limita a cobrir as despesas correntes e não possui reservas. Para que pudesse constituir um capital, teria que visar o número de adesos: é o que não faz, nem quer fazer, pois seu objetivo não é a especulação, e o número não dá importância aos seus trabalhos. Sua influência é toda moral e o caráter de suas reuniões dá aos estranhos a ideia de uma assembleia grave e séria. Este é o seu mais poderoso meio de propaganda. Assim, não poderia ela prover nenhuma despesa. Os gastos de viagem, como todos os decorrentes das relações que estabelecemos em favor do Espiritismo, são cobertos por nossos recursos pessoais e nossas economias, acrescidos do produto de nossas obras, sem o que ser-nos-ia impossível enfrentar todos os encargos consequentes da obra que empreendemos. Digo isto sem vaidade, mas unicamente em homenagem à verdade e para edificação dos que imaginam que entesouramos dinheiro.

Eis aí a personalidade autêntica de Allan Kardec a dar o exemplo que os espíritas não devem perder de vista. Um dos pilares positivos do Espiritismo é exatamente esse: focar a influência moral que ele exerce sobre as pessoas.

Com seu comportamento exemplar, Kardec nos mostrou como devemos prosseguir, como podemos mostrar as verdades da vida, como fazer as pessoas, ao aderirem o Espiritismo, terem a certeza de que estão seguindo num caminho seguro.

Creio que há necessidade de um alerta amoroso aos irmãos. Não é tudo que pode ser cobrado. O Espiritismo codificado por Hippolyte Léon Denizard Rivail mostrou-se ao mundo com a inocência, a pureza e a autenticidade de uma criança. Kardec soube muito bem fazer aflorar as verdades do Consolador Prometido. É fundamental prosseguir assim e saber quando o cifrão deve desaparecer em atos que pedem caridade.

Lembro-me certa vez, quando na saída de um palestrante de um centro espírita, ele relutava em receber o dinheiro do combustível. Após a insistência do confrade responsável em pagar, ele acabou aceitando. Isso é correto, afinal ele foi chamado a falar e lutava com apuros financeiros para sustentar a família.

Vender livros e empregar os lucros na manutenção das editoras e em obras de caridade são atitudes louváveis e necessárias.

Promover festas beneficentes tornam-se aconselháveis e úteis.

Existem casos, no entanto, que extrapolam o conveniente. Não é minha intenção acusar e nem julgar. Que se pense, todavia, se os atos vêm correspondendo ao que Kardec nos ensinou.

A responsabilidade com que ele nos legou os livros básicos de nossa Doutrina é tão brilhante quanto a luz que existe no firmamento. Assim, que essa luz possa nortear os passos de todos os estimados confrades.

Usufruam a paz que as reflexões nos fornecem e sintam-se gloriosos ante a presença inolvidável de Cristo.

Sem comprometimento com a simplicidade que encanta, o alicerce individual de confrades iludidos poderá ruir.

Só não ruirá o alicerce da Doutrina, pois este alicerce foi erguido por Jesus.


Maria Nilceia